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Projeto Social de Vôlei de praia incentiva a prática do esporte e a busca do primeiro emprego


Quando ajudar é sinônimo de lucro. Assim é o trabalho do Projeto Social Vôlei de Praia e Educação (Evokar), que introduz o esporte e educação nas comunidades de Rio das Pedras, Gardênia Azul e Cidade de Deus.

Com cinco anos de existência e mais de 65 alunos inscritos, a idéia nasceu com o objetivo de possibilitar à prática do esporte para as crianças das comunidades, através do professor de educação física, Leandro Costa, que dava aulas no Vasco-Barra e foi procurado por jovens da comunidade.

A partir daí foi possível a inclusão dos alunos em campeonatos, mas em 2005, o clube desistiu de continuar com o projeto e Léo, como é conhecido, foi à procura de alternativas, onde conheceu a empresária Claudia Pasqualini, que tentava por em prática seu sonho de realizar um projeto de responsabilidade social.

Com o primeiro passo dado, Leo viu sua turma crescer e render frutos. Com novos patrocinadores, hoje o professor tem uma lista de espera e campeões brasileiros e sul-americano na equipe.

“Nosso objetivo não é ensinar só o esporte, é trazer um meio de educar os jovens das comunidades em questão. Procuramos usar o vôlei de praia, que é um esporte de baixo custo, como ferramenta de inclusão social e um espelho para a vida”, explica Leandro Costa.

Entre os objetivos do EVOKAR está em promover ações de responsabilidade social com o intuito de ampliar benefícios e alcançar um número maior de crianças e adolescentes, visando o desenvolvimento da criança e do jovem, tanto no campo familiar, como na sua relação com o meio social.

Outro foco do Projeto está no de proporcionar a criação de empregos, e oferecer à sociedade a oportunidade de colaborar com o desenvolvimento da região.

“Muitos vem querendo ser jogador e não é isso que buscamos. Mostramos a eles que o esporte é como a vida, tem a rede para ser vencida e isso significa criar um objetivo de vida”, explica Leo.

E dentre alguns talentos estão Anderson Mello e Ramon Ferreira, ambos de 15 anos e com títulos no currículo.

Anderson foi convidado para o Projeto, quando jogava em Rio das Pedras pelo professor Leo e hoje já tem um sul-americano e um terceiro lugar no Estadual.

“No inicio foi difícil a adaptação porque jogava na quadra, mas hoje gosto muito mais da praia e sonho ser um jogador e vou trabalhar para isso”, diz.

Já Ramon tem uma história diferente. Ele sonhava ser jogador futebol, mas sem chance de fazer teste em um clube, resolveu partir para o vôlei e hoje sabe da importância que é participar do projeto.

“Eu jogava futebol, mas aos poucos foi vindo e tomando gosto pelo vôlei. Hoje sei que o esporte nos ensina coisas na vida para aprender a respeitar e valorizar as oportunidades que surgem”, conta.

O Projeto EVOKAR funciona no posto 3 da praia da Barra da Tijuca e no condomínio dos esquilos, todos os dias da semana.

LIÇÃO DE VIDA

Jovens aprendem com vôlei de praia para vencerem na carreira.

Projeto EVOKAR ( Educação e Vôlei na Ka Rio )

Coordenador: Júlio César Teixeira

e-mail: evokar@gmail.com

Fone: (21) 9779-1689

Extraído do Site da Prefeitura de São Paulo. Por Luiz Pombo

Os jovens do City Jaraguá – conjunto habitacional localizado na zona norte da capital – estão sendo beneficiados desde novembro por uma parceria inédita entre a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab) e a Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação (Seme). Convênio firmado entre as duas secretarias e a ONG Cades (Cidadania Através do Esporte), resultou numa variação do projeto Clube Escola, da Seme, que existe desde maio de 2007, promovido nas escolas municipais.

O objetivo do Clube Escola é estimular a prática esportiva e a divulgação de diversas modalidades entre os alunos da rede pública de ensino. Com o convênio criou-se o Escola de Esportes, com as mesmas finalidades, só que agora voltado para as crianças da comunidade. Ele chega ao City Jaraguá, numa iniciativa pioneira da divisão regional da Habi-Norte, ligada a Superintendência de Habitação Popular (Habi). “A história da construção do City Jaraguá vem desde 1995. Poderíamos já ter saído de lá, mas queremos solidificar ações sociais voltadas à comunidade. Conhecemos o Clube Escola, adaptamos suas características junto com a Seme e a Cades, e viabilizamos o projeto no Conjunto. Acreditamos que o esporte seja um caminho para a inclusão social”, diz Maria Cecília Nammur, diretora da Habi-Norte.

Para a implantação do Escola de Esportes está sendo utilizada toda a estrutura de quadras localizadas no Parque Linear local. “A Seme disponibiliza os recursos e repassa para a ONG. Já Sehab cuida dos espaços. A estrutura de quadras já existia, o que fizemos foi recuperá-las, com reformas pontuais. Agora as crianças que não podiam freqüentar o Clube Escola, pela distância das instituições contempladas pelo projeto, praticam dentro da comunidade. Estão todas entusiasmadas com a oportunidade”, explica Elidia Silveira, coordenadora social de Habi-Norte.

Continua em aqui.

Fonte: http://1.bp.blogspot.com/_1_KSZmRJTAA/ShYmfGaUoUI/AAAAAAAAAA0/-5QuyVAvUU8/s400/imagem4.bmp

Não gosto de tomar aspectos pessoais aqui no Esporte Social, mas o momento merece uma pequena história que cruza com de muitos que passaram por aqui nos últimos cinco dias:

Tinha apenas 6 anos de idade, mas lembro como se fosse ontem quando o meu pai me apresentou o tabuleiro e começou a me ensinar damas. Aos poucos foi gostando desse esporte tão maravilhoso.

Alguns dos motivos porque o jogo de Damas é importante no desenvolvimento de jovens:

Concentração: O jogo demanda um alto grau de pensamento para o desenvolvimento das jogadas, e qualquer movimento é decisivo. Isso pode ser trabalhado dentro das escolas para auxiliar crianças como déficit de atenção.

Raciocínio: Se o jogo de damas for por tempo, vai exercita a capacidade de tomada de decisão, observando os melhores parâmetros, e aos poucos vai formando pessoas com pensamento mais analítico com capacidade maior de decidir sob pressão; o que é a chave para uma sociedade mais competitiva que vai mudar uma nação; e não que vai ficar escorada em programas de assistencialismo.

Cognição: Uma criança que raciocina melhor e mais rápido, e com um nível de concentração exercitado vai ser com certeza um CIDADÃO com maiores facilidades de cognição e aprendizado. Esse é o atributo onde diversos amigos educadores físicos (e professores em geral) estão mais penando no contexto brasileiro; por causa de uma geração de meninos e meninas mais acostumados com o computador, sedentários e incapazes de ler um texto com mais de duas páginas, ou mesmo serem analfabetos funcionais que não conseguem redigir um texto coeso.

Existem muitos outros aspectos bem relevantes, mas só esses atributos acima seriam suficientes para manter algum tipo de reflexão sobre a adoção do jogo de Damas no calendário escolar.

Se formos pensar mais alto ainda no aspecto macro da questão, o jogo de Damas tem motivos mais fortes ainda para ser considerado o verdadeiro esporte da escola do brasileiro, pois:

- Primeiro esporte de iniciação infantil, pois é o esporte que envolve um número quase nulo de incidentes físicos, e, além disso, é um esporte de fácil ludicidade e principalmente aprendizado, não precisando muitos recursos como materiais esportivos diversos para a sua prática;

-Pode ser jogado em qualquer rincão do Brasil onde exista (os complexos materiais esportivos como)… Um tabuleiro de cartolina (o qualquer tipo de papel) pintado e tampinhas de garrafa pet de cola, guaraná, ou mesmo pedrinhas de diferentes tamanhos, ou moedas de 1 e 5 centavos, daria uma lista quase interminável de materiais;

- Maior tradição no contexto do brasileiro do que o Xadrez, pois além de não precisar de diferentes peças, é muito mais jogado, pois, envolve um nível de complexidade técnica (diferente de tática em que ambos são semelhantes) mais simples; o que conseqüentemente atraí mais adeptos;

- Além de trabalhar de forma lúdica atributos que servem ao desenvolvimento infantil como Raciocínio lógico, planejamento, tática, estratégia, entre outros tantos.

É de lamentar que a Secretaria de Educação do estado mais badalado da Federação, e que, além disso, tem na figura de seu governador um potencial candidato ao cargo à Presidência da República esteja ceifando o esporte infantil (que é o que forma sociedades mais justas, e mais fraternas) em troca de um engodo irresponsável de um cronograma olímpico sem metas estabelecidas, de Confederações enfraquecidas (e as que não são incompetentes por definição etimológica da palavra) e que vão vender uma ilusão na qual quando a sociedade acordar pode ser tarde demais.

Abaixo uma ‘complexa’ forma de iniciação no jogo de damas, pela a página da criança.

Damas


Aqui vai uma idéia para um Jogo de Damas.

Foram usados os seguintes materiais:

  • tampinhas de garrafa PET nas cores branca e vermelha (12 de cada cor);
  • tampa de uma embalagem de pizza;
  • um papel vermelho (embalagem de papel sulfite, de onde foram recortados os quadradinhos);
  • tesoura;
  • cola.

Medi a tampa da pizza e dividi em 8 x 8 quadrados.

PARA LER:

Com Licença, por Favor

Portal do Professor

Secretaria de Estado do Paraná

Blog Mundo de Informações

Engodo Olímpico

Através de um email de um amigo que é professor estadual recebi a fatídica notícia abaixo:

Olá Flavio, tudo bem.

Olha se puder divulgar essa notícia, fico muito grato.

Tenho um treinamento de Damas na escola e os resultados têm sido tão bons quanto do Atletismo, porém fui surpreendido esse ano com uma resolução sobre as aulas de treinamento onde constavam diversas modalidades esportivas, e não constava mais a modalidade de Damas; inicialmente, acreditei se tratar de um erro na resolução, mas realmente a modalidade foi excluída, e o mais impressionante é que essas aulas foram atribuídas para mim e no dia seguinte foi publicada essa resolução absurda!

Flavio, temos aproximadamente 20 troféus conquistados pelos alunos do treinamento de Damas, fico pensando como vou dar essa notícia para eles, já que nesse ano estavam na expectativa de chegar à final estadual.

O secretário municipal de esportes de São Paulo, Sr. Valter Feldman, firma parceria com a Confederação Brasileira de Damas e a Federação Paulista de Damas para implantar a modalidade em mais de 600 escolas municipais da cidade de São Paulo.

Enquanto isso, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, simplesmente extingue essa modalidade das aulas de Atividade Curricular Desportiva nas escolas estaduais.

E as crianças e adolescentes que praticavam essa modalidade na escola há anos de forma sistematizada? E os alunos que se destacavam em competições e  poderiam até mesmo conquistar a bolsa atleta, pois ao contrário do que pensa a Secretaria de Educação, o jogo de Damas é um esporte, e que apesar de não ter o mesmo status do xadrez, desenvolve competências e habilidades tanto quanto, além de ser de mais fácil acesso e aprendizagem que o xadrez.

É óbvio que se pode desenvolver essa modalidade nas aulas regulares de Educação Física, mas não é possível trabalhar de forma sistematizada e específica como nas aulas de Atividade Curricular Desportiva.

Acredito que quem tomou a decisão de acabar com essa modalidade na escola não conhece a complexidade desse jogo que possui milhares de combinações de jogadas e desenvolve o raciocínio lógico e a concentração.

Gostaria de saber qual o objetivo da Secretaria de Educação tomar essa decisão descabida? Ou será que é a Secretaria Municipal de Esportes que está errada?

Não conheço uma escola que tenha a modalidade de judô, ginástica rítmica desportiva, pois não existe o mínimo de recursos materiais na escola para se trabalhar com essa modalidade, e a maioria dos professores não sabem trabalhar com essas modalidades. Estava desenvolvendo um projeto na escola com alunos com dificuldades de aprendizagem e que melhoraram bastante com o treinamento de Damas.

A resolução supracitada é a Resolução SE nº 14,de 2-2-2010.

O mais interessante, é que por tratar-se de uma Secretaria de Educação o mínimo que eles poderiam fazer é escrever corretamente de acordo com as regras ortográficas vigentes, mas vejam como a educação em São Paulo está sendo levada a sério.

Abaixo algumas imagens da página da resolução onde foi escrito “Judõ” ao invés de “Judô“, e no resultado na busca do Google na descrição da página que é fornecida pelo o website a ser visitado, está escrito “diatância” ao invés de “distância“.

Judõ ou Judô?

Diatância ou Distância?

E pensar que o futuro das nossas crianças estão nas mãos desse modelo de responsabilidade educacional, que em troca de um engodo olímpista vai ceifando o desporto escolar.

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