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No último dia de competições nossa revelação no boxe, David Lourenço, que em abril já havia se sagrado campeão mundial juvenil, marcou seu nome na história do esporte brasileiro, sendo o primeiro boxeador do país a subir no ponto mais alto do pódio em uma Olimpíada na modalidade.

O Brasil saiu de Cingapura com 6 medalhas: 2 de ouro, 3 de prata e 1 de bronze e na 21ª posição no quadro de medalhas:

http://en.wikipedia.org/wiki/2010_Summer_Youth_Olympics_medal_table

Desempenho inferior ao dos dois últimos Jogos Olímpicos, Atenas 2004 e Pequim 2008, tanto no total de medalhas conquistadas como no número de medalhas de ouro:

EDIÇÃO – OURO – PRATA-  BRONZE-  POSIÇÃO

Atenas 2004    5           2           3            16º lugar

Pequim 2008   3          4           8            23º lugar

Muito pouco para um país que possui a quinta maior área territorial do planeta e o quinto maior contingente populacional do mundo e um dos que mais disponibiliza verbas para o esporte ( estatais, Lei Piva, Lei de Incentivo ao Esporte, verbas das loterias e percentual da união repassado ao Ministério do Esporte ) .

Outros números:

- O Brasil levou a Cingapura a 5ª maior delegação ( 81 atletas ) sendo superado apenas pela anfitriã Cingapura ( 129 atletas ), Austrália ( 100 ), Rússia ( 96 ) e EUA ( 82 ).

Contudo, como citado anteriormente, obteve a 21ª posição na classificação geral.

- Algumas potências esportivas e econômicas que ficaram a frente do Brasil ou tiveram um desempenho similar:

A frente do Brasil:

Cuba, a nossa “pedra no sapato” ( 5ª posição ), Azerbaijão ( 11ª ), Tailândia ( 14ª ), Israel ( 15ª ), Quênia ( 18ª ) e África do Sul ( 20ª ).

Superadas apenas no nº de medalhas de prata ou de bronze:

Colômbia e Etiópia ( 22ª posição empatados ), Egito e Cazaquistão ( 24ª empatados ),  Irã ( 26ª ), Nigéria ( 29ª ) e Mongólia ( 32ª ) .

Outros números chamam a atenção:

Países pequenos e que levaram delegações bem menores que a do Brasil, tb chegaram na nossa frente na classificação geral, cito três:

- Cuba, olha a nossa “pedra no sapato” aí denovo ( 41 atletas, ou seja, a metade da delegação do Brasil – 9 ouros, 14 medalhas no total e 5ª posição na classificação geral ) .

- Israel ( 15 atletas, 3 medalhas de ouro e 15ª posição ) .

- Quênia ( 11 atletas, 3 medalhas de ouro e 18ª posição ) .

Conclusões:

Nossa política de Estado para o esporte segue em plena execução e caminhamos a “todo vapor” rumo a 2016 !

De Máquina do Esporte.

O lutador de taekwondo, Diogo Silva, é um exemplo emblemático. O rapaz, nascido em 1982, conquistou a medalha de ouro no Pan-americano de 2007, disputado no Rio de Janeiro, e a medalha de ouro no Mundial Universitário de 2009, realizado na Sérvia. Ganhou visibilidade, atenção por parte da imprensa, mas não conseguiu aportes longos para manter o ritmo de vitórias.

“O Diogo teve apoios momentâneos mas nunca conseguiu patrocínio efetivamente”, conta o assessor do atleta, Diogo Veiga, à Máquina do Esporte. Atualmente, a única parceria que Silva possui é com o São Caetano. O clube fornece local para treinar e salário e, em contrapartida, serve como sede de torneios regionais ou abertos.

Segundo Veiga, responsável por gerir a carreira de Silva e de dois outros lutadores de taekwondo, o principal entrave para a obtenção de patrocínios é a falta de suporte de entidades representantes. “A confederação não faz o papel dela de divulgar e nos força a trabalhar de forma independente”, revela. “Chega em um momento que precisamos deles e a confederação não tem estrutura de marketing ou imprensa”.

A falta de apoio por parte da entidade, diz o assessor, impossibilita a apresentação adequada de resultados para empresas. Neste momento, Silva viaja para a China para disputar o Combat Games, mas encontra problemas novamente relacionados ao órgão. “A competição paga os gastos do atleta, mas o técnico tem de ser bancado pela confederação”, diz Veiga. “O técnico dele teve problemas com o visto e, sem suporte, só irá chegar no dia 30 e isso irá atrapalhar o desempenho do Diogo”.

A meta de Diogo Silva é conseguir novos patrocínios até o fim de 2012, mas o assessor admite que irá enfrentar dificuldades por estar praticamente no meio do ciclo olímpico, iniciado depois dos Jogos Olímpicos de Beijing, em 2008. A parceria entre o profissional e o atleta se iniciou apenas em março de 2010 e esse detalhe prejudicou a busca por aportes.

A ausência de patrocínios de empresas também dificultou a carreira de Veiga, lutador de taekwondo até 2006, quando parou, pouco antes da seletiva para o Pan-Americano de 2007. À época, o assessor só pôde seguir carreira porque conseguiu auxílio de um médico, que arcou com despesas de treinamentos e viagens. “Ele foi praticamente um patrocínio para mim”, afirma em tom de gratidão.

A Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD) declarou à Máquina do Esporte que o contato teria de ser feito por e-mail, mas não respondeu às mensagens da reportagem até o fechamento desta matéria.

Carioca falando a realidade.

É impressionante como as vezes alguns dirigentes ultrapassam os limites da loucura chegando ao cômico.

Nuzman agora joga a responsabilidade para aqueles que o elegeram como Presidente do COB.

Nada mais justo.

Copiando o Reinaldo Azevedo vou comentar após cada resposta de Nuzman.

Direto de Folha

Nuzman culpa federações pelo baixo número de formação de atletas

Carlos Arthur Nuzman, 68, não gosta de ser responsabilizado pelas falhas e resultados ruins do esporte nacional, apesar de acumular os dois principais cargos do esporte olímpico no Brasil.

Agora pelas as glórias de trazer a Olimpíada ele tava batendo no peito né? Ham Ham…

O presidente do Comitê Organizador dos Jogos do Rio-2016 e do Comitê Olímpico Brasileiro atendeu a Folha em Cingapura, onde acompanha os Jogos Olímpicos da Juventude, evento que reúne parte da geração que competirá na Olimpíada brasileira.

Na entrevista, Nuzman afirma que problemas de detecção de novos talentos e de formação de atletas devem ser atribuídos às confederações nacionais, aos clubes, às secretarias estaduais, mas não ao COB. “O COB não tem atletas nem forma atletas”, repetiu diversas vezes em uma hora de entrevista.

Além disso, prometeu, a contragosto, entregar uma projeção de medalhas para a Rio-2016 até o fim do ano.

Folha – Os Jogos de Cingapura servem de parâmetro para determinar quem pode brilhar na Olimpíada do Rio?

Carlos Arthur Nuzman – Não. Os Jogos da Juventude têm 3.600 atletas, contra 10.500 dos Jogos Olímpicos, então não se pode comparar. Não há muitas modalidades, e o COI também limitou o número de representantes por país. Então, nós não somos os donos da composição da delegação. Muitos atletas ficaram no Brasil por não ter suas provas nos Jogos.

Folha – O desempenho dos atletas brasileiros aqui tem que condizer com o do Brasil em Olimpíadas?

Carlos Arthur Nuzman -Não se pode comparar. É uma coisa completamente diferente e nova. A maneira com que esses atletas foram trabalhados ocorreu no desconhecimento. Alguns qualificatórios terminaram neste ano, em cima da hora, então não teve preparação.

Folha – Se o Brasil não conquistar nenhum ouro não vai ser uma decepção?

Carlos Arthur Nuzman – Não. Não viemos por causa da medalha. Viemos para poder entrar na busca de talentos. Mas estes Jogos trazem um benefício para países como o Brasil, que ficam longe do centro do esporte do mundo. Na Europa, os atletas já têm bagagem internacional porque é fácil viajar e competir. Aqui, os atletas brasileiros estão lidando com um foco novo, uma competição mundial, com mídia, com coisas que jamais passaram pela cabeça deles.

Nuzman é o único dirigente de esporte de alto-rendimento que não vai à competições para ganhar medalhas. É a mesma coisa que entrar em uma guerra em que o objetivo pricipal não seja ganhar.

Folha – Mesmo com as limitações do COI, o Brasil não trouxe atletas de levantamento de peso, lutas, taekwondo e badminton, que respondem por 20% das medalhas em Cingapura. Isso não demonstra uma ineficiência de formar novos atletas para a Rio-2016?

Carlos Arthur Nuzman – Eles não vieram porque não conseguiram se classificar. Isso é um trabalho que a confederação tem que desenvolver, e elas estão em uma encruzilhada. Ou a confederação vai começar a preparar atletas para os Jogos Olímpicos ou vai fazer um trabalho grande expandindo seu esporte pelo Brasil, mas isso não levará a 2016.

Declarações de um gênio.

Folha – Mas não cabe ao COB ter um projeto olímpico para tentar ajudar os esportes que distribuem mais medalhas?

Carlos Arthur Nuzman – Sim. É o que estamos procurando fazer. Mas o COB não tem atletas, não forma atletas. Não somos os responsáveis pelos resultados das confederações. Eu não tenho como entrar em uma confederação e dizer o que tem que fazer. O vôlei não veio para Cingapura por uma decisão da confederação. Eu topo o seguinte desafio: acaba com as confederações e eu dirijo tudo, mas não acho justo me cobrarem por um trabalho que não é meu.

É a velha política do eu ganho, nós empatamos, e vocês perdem. E se o presidente do COB não é responsável quem é?

Folha – Em Cingapura, a delegação está muito mais concentrada no sul do país do que a delegação de Pequim-2008 estava. O Brasil falha em detectar talentos em outros lugares, nos quais o esporte não é tão desenvolvido?

Carlos Arthur Nuzman – Isso não é nossa responsabilidade. Nós trabalhamos no alto rendimento. O trabalho de detecção tem que ser desenvolvido por secretarias estaduais e clubes. Se queremos entrar no grupo de elite do esporte mundial, precisamos de mais recursos. Aí, sim, as cobranças podem surgir. Os recursos da Lei Piva correspondem a um quarto das nossas necessidades.

Diante dessa retórica de Nuzman, uma idéia para acabar com o COB. Acabar com a caçada de telentos, pois, sem novos talentos não há renovação, e sem renovação não há alto-rendimento, e logo nada de COB.

Folha – Por que o contribuinte brasileiro tem que investir dinheiro público em esporte de alto rendimento?

Carlos Arthur Nuzman – Como contribuinte? Que dinheiro público? Não existe lei que obrigue o contribuinte a dar dinheiro ao esporte. Se ele joga na loteria, é em benefício próprio e não está contribuindo para o esporte.

Se não há lei que obrigue o contribuinte a dar dinheiro para o esporte, gostaria muito de saber de onde vem o dinheiro para o Ministério da Tapioca do Esporte e para a realização do Pan 07, copa e Olimpíadas pois eu vou buscar a minha parte de volta.

Folha – Você vislumbra, em curto prazo, parar de repassar verba significativa da Lei Piva para o vôlei e distribuir para outras confederações?

Carlos Arthur Nuzman – Sim. Já penso sobre isso.

Folha – E o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei, Ary Graça, já sabe disso?

Carlos Arthur Nuzman – Mais ou menos. Ele ganhou um presente meu: negociará sozinho com a fornecedora de material esportivo que estampará a marca na Olimpíada. O vôlei conseguirá muito mais dinheiro com a camisa do que se eu der o dinheiro da Lei Piva para ele.

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