O recorde sul-americano feminino dos 100m foi batido ontem durante competição no Centro Olímpico de São Paulo.
O feito foi de Ana Cláudia Lemos da Silva que correu a distância em 11s15, melhorando em fenomenais dois centésimos de segundo a marca que pertencia a Lucimar Moura, registrada em 1999 (11s17).
A má notícia
O recorde de Ana Cláudia não significa nada no contexto da evolução do atletismo diante do quadro internacional dos tempos nesta distância.
São 20 velocistas no mundo que já correm a distância abaixo de 11 segundos.
Para um recorde mundial de 10s78, da jamaicana (só podia ser) Verônica Campell, os 11s17 da brasileira situam-se em 55º lugar no top 100 do mundo.
Ou seja, o Brasil com sua estupenda extensão territorial e população de mais de 180 milhões de habitantes precisou de uma década para ver uma atleta evoluir dois centésimos de segundos nos 100 metros. Média de um centésimo a cada cinco anos.
Das pistas para a gestão do esporte, o tempo deve significar uma tristeza imensa para o presidente da Confederação de Atletismo, Roberto Gesta de Melo – que está para sair.
Há 23 anos no poder, ele viu o recorde feminino dos 100m ser quebrado apenas duas vezes. Um por década. Fenomenal !
Pior:
É possível que Gesta deixe a presidência da CBAt sem ver a marca de Robson Caetano da Silva ser superada, também nos 100m (10s), registrada no longíquo 1988, ou 22 anos, tempo que dura a gestão do cartola.







