A muito o ES não comentava sobre tênis, e hoje (29 Ago) é um momento muito apropriado devido ao início do USOpen na próxima terça-feira.
Através do blog do Nilton Dalcim fica evidente a fórmula do sucesso de uma modalidade em um país multicampeão olímpico.
Este USOpen nas palavras do Dalcim deixa bem clara a diferença quase que astronômica – para ser econômico – entre o tênis brasileiro (que é estigmatizado pelo o Sr. Presidente da República através de atribuição de esteriótipos negativos) e o norte americano.
O grande show do US Open começa com o qualificatório
24/08/2010 às 12h25 – por José Nilton Dalcim
O maior evento de tênis do planeta está para começar. Quando o primeiro saque for dado às 12 horas desta terça-feira, no complexo de Flushing Meadows, estará aberto não apenas o torneio de maior premiação da história, como também o mais inovador e o mais voltado ao público. Não bastassem as dezenas de estrelas em quadra, a USTA toma o cuidado de fazer do evento uma festa para o tênis.
O quali em si é um atrativo. Os 256 jogadores inscritos, disputando 16 vagas em cada chave, competem por US$ 1 milhão de premiação, o que é algo extraordinário por si só. Melhor ainda: é completamente aberto ao público, sem cobrança de ingressos. Isso significa que, além de poder assistir a bons jogos e talvez a alguns dos futuros nomes, ainda se pode ir para as quadras de treino e acompanhar a preparação de tanta gente boa. Aliás, para quem ainda não teve essa experiência, acompanhar um treinamento de primeiro nível é excitante.
Ao longo das próximas três semanas, o US Open fará de tudo para popularizar o tênis pela cidade, pelo país e pelo mundo. Ações como o ‘Family Day’, que no dia 31 oferece um preço especial, com direito a incrível mordomia para toda a família, se somam ao telão instalado no Madison Square Garden e à inusitada autorização, que vem desde o ano passado, para o site oficial transmitir ao vivo as principais partidas da rodada. Isso aliás só não poderá ser visto no Brasil, devido ao contrato assinado com as duas operadoras a cabo (ESPN e SporTV).
Flushing Meadows vira um verdadeiro parque de diversões para o tênis. Há o concorrido SmashZone, com jogos e brincadeiras interativas em pavilhão coberto de 7 mil metros quadrados, mesmo local onde acontecerá o QuickStart, que é o programa nacional de incentivo para crianças de até 12 anos. Existe ainda o Promenade Experience, que seleciona pessoas na plateia durante os grandes jogos com uma série de surpresas; a tradicional cerimônia de abertura na noite de segunda-feira, desta vez homenageando Martina Navratilova e com performance de Gloria Estefan; e uma partida de duplas, no dia 9, em que Martina Hingis e Anna Kournikova enfrentarão Pat Cash e Mats Wilander.
O mais rico dos torneios distribuirá o recorde de US$ 21,1 milhões, oferecendo US$ 1,7 mi para cada vencedor. Ainda há o prêmio-extra em disputa de outro US$ 1 milhão pelos dois jogadores que terminarem em primeiro no US Open Series (no momento, Andy Murray e Kim Clijsters). Tudo isso é possível graças ao painel de mais de 30 pesados patrocinadores que a USTA reúne, além da venda de direitos televisivos. Sem falar no ingresso, que não é a principal fonte de renda mas significa um belo faturamente. Com mais de 400 mil pagantes anualmente, os preços começam em US$ 50, mas ficam cada vez mais baratos se comprados para várias sessões.
Por fim, é sempre importante lembrar que o US Open marcou sua trajetória recente com inovações, sempre pensando no espectador. Foi o primeiro grande torneio a adotar o tiebreak, em 1970, e o sucesso foi tão grande – costumava-se a erguer uma bandeira na quadra em que seria disputado o desempate, geralmente causando correria do público – que ele peitou a Federação Internacional e adotou o sistema para o quinto set, convicto de que não existe nada de mais emocionante. Também igualou a premiação entre homens e mulheres há mais de 35 anos, assim como introduziu o sistema ‘Hawk-eye’, testado pouco antes em Miami. E colocou bom rock´n roll nos intervalos dos games.
Por fim, conhecedora da importância que é ter um esporte na televisão, a USTA fechou com dois canais a cabo – ESPN e Tennis Channel -, que mostrarão 100 horas de cobertura ao vivo e 260 horas de reportagens, em cada uma das redes. Uma overdose de tênis. As novidades serão microfones nos boxes dos jogadores (onde ficam técnico, família, amigos) e duas câmeras ‘voadoras’ sobre o Arthur Ashe Stadium e arredores.
O show, senhoras e senhores, vai começar.







