Equipamentos construídos para o Pan são usados para a gravação de comerciais de TV e visitações
Michel Castellar – RIO DE JANEIRO (RJ)
Promessas não faltaram, mas três anos após os Jogos Pan-Americanos de 2007, as instalações esportivas construídas não se transformaram em centros de desenvolvimento de talentos olímpicos. A ocorrência de gravações de programas televisivos e comerciais, além de eventos corporativos, são comuns nos locais erguidos para serem celeiros de atletas.
Ao término do Pan, não existia nenhum plano de ocupação e aproveitamento das instalações erguidas pela prefeitura do Rio.
O Engenhão ficou com o Botafogo, que já realizou 90 jogos no estádio, além de autorizar a gravação de comerciais de TV. Mas disputas olímpicas foram só três: o Grande Prêmio Rio e o Troféu Brasil de Atletismo, ambos em 2009, e o Grande Prêmio Brasil de Atletismo, em 2010.
Desde 2008, a Confederação Brasileira de Atletismo, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Botafogo tentam viabilizar uma parceria para o uso das pistas de atletismo, que nunca se concretizou.
A pior situação é a do Parque Aquático Maria Lenk. Além de precisar superar problemas de infraestrutura após o Pan, o Centro de Desenvolvimento de Talentos (CDT) não vingou. Por exemplo, a escolinha de natação, prevista para atender a 1500 jovens de escolas públicas, ou o próprio CDT, que será voltado para as atividades de boxe, natação, saltos ornamentais e taekwondo, ainda estão no papel.
Já o Velódromo teve por mérito abrigar algumas competições de ciclismo e patinação de velocidade, além de receber os treinos de atletas de ambas as modalidades.
A Arena Multiuso se transformou em uma casa de espetáculos.







