Por JOSÉ CRUZ
Prestigiado pela força e valor dos históricos cinco aros coloridos, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, já não tem tanto prestígio no Senado Federal, como parece.
No ano passado, Nuzman fugiu de um debate com o advogado paulista Alberto Murray Neto, durante audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Desporto, do Senado.
Hoje, ele não compareceu à mesma comissão, apesar de ter estado em Brasília e na Comissão de Infraestrutura, na segunda-feira, onde debateu sobre a falta de investimentos do governo em projetos de preparação do – com licença – “Rio Olímpico”.
A ausência de Nuzman, hoje, foi falha imperdoável para a maioria dos senadores.
Contar com a presença do dirigente olímpico no momento de encaminhamento de suas pretensões ao Legislativo é fundamental.
Nuzman, ao contrário, apostou no prestígio com o presidente da Casa, José Sarney, mas o plenário das excelências é bem mais forte.
Por isso, foi criticado, ironizado por nomes expressivos do Senado Federal.
O pior, porém, é que ficou exposta a frágil articulação institucional entre o presidente do COB e o Ministério do Esporte.
Na segunda-feira, o gabinete do ministro Orlando Silva informou que o secretário de Esporte de Alto Rendimento, Ricardo Leyser Gonçalves (que está enrolado com as contas do Pan-2007), o representaria na audiência pública.
Hoje, ninguém do ministério apareceu no Senado.
Nem a assessoria parlamentar do ministro.
Orlando Silva não escapou das críticas dos senadores – com os quais não tem afinidade, há muito.
Mas o baiano ajudou a tirar a importância da reunião e demonstrou que as relações de Nuzman com a Esplanada dos Ministérios também não são tão olímpicas (ops!, pode?) como se imagina.







