Extraído de Estado de São Paulo
Menos de três anos e mais de R$ 400 milhões depois, o Estádio Municipal João Havelange, conhecido como Engenhão, virou objeto de discórdia entre a Prefeitura do Rio, o Botafogo e o consórcio de empreiteiras que fez a obra. O local, que está sob administração botafoguense por um período de 20 anos (a contar de 2007), tem problemas estruturais. E, diante disso, as partes discutem quem deve arcar com os custos para solucioná-los.
A questão central passa a ser, portanto, como uma obra dispendiosa – e que tem dado pouco retorno financeiro ao Botafogo -, que foi inaugurada há tão pouco tempo, pode sofrer com problemas de deterioração tão cedo?
A reportagem procurou a Rio-Urbe (Empresa Municipal de Urbanização), a Secretaria Municipal de Obras e o próprio prefeito Eduardo Paes para levantar essa e outra questão: os materiais utilizados no Engenhão (que custou R$ 405 milhões aos cofres públicos) eram de qualidade adequada, condizente com a magnitude do projeto?
Diante das questões levantadas, seguiu-se um jogo de empurra, assim como aquele que está sendo protagonizado por Prefeitura, Botafogo e as empreiteiras. Por fim, a assessoria de Eduardo Paes informou que o prefeito, única pessoa autorizada a tratar do assunto, falará apenas depois de uma reunião entre as partes, marcada para acontecer na sexta-feira.
Apenas o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, esteve disponível para comentar o imbróglio. Segundo ele, o Engenhão não sofre com problemas estruturais graves e não oferece qualquer risco a jogadores ou torcedores.[...]
Continua em Estado de São Paulo







