Extraído do Blog do Paulinho.
Por PEDRO SERRA
De quimono em um calor de 38 graus, o carateca Sérgio Eric distribuia chutes e socos no ar, na última sexta-feira, em frente ao Jornal Extra para fazer um pedido especial.
“Preciso de um presente de Natal. Tenho uma competição de caratê e não tenho patrocínio para viajar! Só um milagre!”, lia-se em uma cartaz de quase dois metros de altura que o atleta pendurou em uma árvore.
O campeonato em questão é o Open de Paris, que será disputado nos dias 16 e 17 de janeiro na capital da França.
— Queria abrir a mente dos governantes para apoiar o esporte. Seremos a capital olímpica e essa é a hora de mostrar a cara do Brasil para o mundo, nosso potencial no esporte — disse Sérgio, que, em 17 anos de caratê, conquistou, entre outros títulos, três Campeonatos Brasileiros e cinco Estaduais, mas nunca teve um patrocínio formal.
Sérgio ainda tem esperança, e apela para o espírito olímpico dos empresários.
— Temos a Olimpíada em 2016 e os Jogos Militares em 2011. Não adianta investir um ano antes, tem que começar agora — argumenta o atleta.
Seguro de sua habilidade no tatame, Sérgio não demonstra a mesma confiança ao falar do futuro.
— Treino bastante e tenho condições reais de vencer, mas é mais fácil ganhar o título do que conseguir um patrocínio — lamenta o carateca.








