Impressões do Workshop Probiótica com Dennis James – 21 Nov 09

Nov 23

O Esporte Social marcou presença, e apresenta aqui as impressões gerais desse workshop promovido pela a Probiótica comentando a sua programação.

7h00 às 8h00 – Confirmação de inscrição e credenciamento para entrega de certificado de participação;
A escolha da UNIP Unidade Vergueiro local não poderia ser melhor para a realização do evento, pois, conta com rápido acesso via metrô, ônibus e bom também para quem veio de fora de são Paulo.
Tudo certo no local houve duas filas para credenciamento, uma para quem já estava cadastrado no site e tinha recebido a confirmação, e outra para os mais desavisados que deixaram de comparecer.
Já no credenciamento, a Probiótica em uma ação de divulgação interessante distribuiu alguns kits com revistas, demonstrativos de produtos como o Ripped e o Monster Extreme Black (que irei comprar), e uma bela camiseta para a alegria geral do pessoal que estava inscrito para o seminário. No andar abaixo, nos corredores do auditório algumas linhas de Whey Protein para degustação sendo distribuídas, onde, até aquele momento quem achava que suplemento alimentar tem que ser ruim para funcionar, teve os seus conceitos revistos.
A abstenção em geral, pelo o que deu para observar foi um pouco maior que o esperado pelos os organizadores; sorte de muitos que estavam em espera, no horário previsto com um pequeno atraso (5 minutos) todos estavam devidamente acomodados. Ponto positivo para a Probiótica que conseguiu alocar TODAS as pessoas que estiveram no local.
Com a entrada de todas as pessoas, e acomodação geral demorou um pouco mais, e com isso a organização (em respeito a TODOS os convidados) empurrou o horário dos seminários para o começo às 9 horas. Alguns vídeos institucionais rolaram nesse intervalo, um em especial me chamou a atenção que foi do processo de fabricação, esterilização e envasamento dos produtos; mostrando que a Probiótica passa muito longe de algumas fábricas de suplementos alimentares que existem no Brasil, que mantém uma aliança estreita com o amadorismo e a falta de higiene.
Os Workshops tiveram temas muito interessantes em todas às áreas que envolvem musculação, e a Probiótica “acertou a mão” na escolha de seus palestrantes, onde, cada um dentro das suas disciplinas, apresentou um amplo leque de possibilidades e conhecimentos para diversos profissionais sejam eles educadores físicos, fisiologistas, nutricionistas, atletas, e entusiastas da musculação e do esporte em geral; e contou com a apresentação impecável do Gerente de Marketing da Probiótica Marcelo Bella que soube conduzir muito bem o público bem como controlou o tempo das oficinas.

Performance Humana e Recursos Ergogênicos, com Dr.Paulo Muzy;
O grande Paulinho Muzy é conhecido de longa data do ES, mais precisamente desde o ano de 2005; onde este Webmaster precisou muito de seus serviços médicos. Com o carisma que lhe é peculiar, o Dr. Muzy iniciou o seu workshop.
Desde o começo o Dr. Paulo trouxe o público para conhecer mais sobre a importância da Performance Humana, onde ele deu um foco especial sobre a Endurance que não pode ser alcançada sem disciplina, planejamento, método e rotina; palavras estas tão distantes do vocabulário dos atletas e técnicos aqui no nosso Brasil.
O Dr. Muzy também salientou um aspecto negativo relativo ao treinamento esportivo, em especial os esportes individuais aqui no Brasil quando explicou didaticamente a importância de se ter uma equipe multidisciplinar atuando por trás dos atletas, e essa equipe conta com no mínimo um médico, um nutricionista, um fisiologista, e um treinador; onde essa equipe multidisciplinar, quando em sintonia (como no caso do Dr. Muzy e o Prof. Rodolfo) maximizam os resultados dos atletas, obtendo o máximo de performance.
Foi abordada também a questão da regularidade de manter-se em constante atividade física, para evitar a supercompensação, essa tão praticada pelos os domingueiros Brasil a fora, que causa muito mais malefícios à saúde do que é explicitado pela a mídia em geral.
Um assunto bem interessante, e que é um vácuo dentro dos cursos de educação física, foi à questão da individualidade biológica para a formulação e desenvolvimento dos treinos de musculação, onde, a figura do treinador, do médico, do fisiologista, e do nutricionista é de cabal importância para uma correta avaliação e melhoria da performance esportiva; e o Dr. Muzy jogou por terra todas as afirmações baseadas no que vemos em diversas revistas femininas. Essa individualidade DEVE ser obtida através de avaliação do educador físico de acordo com características peculiares a cada indivíduo baseada nos princípios dietéticos, emocionais, climáticos e ancestrais; considerando os seus graus de variação (externa, e interna) bem como a aferição mediante a modularização dos treinos.
Mais um tópico bem interessante e tão recorrente no mundo do treinamento dos pesos que foi abordado foi o efeito Plateou que é causado por uma série de fatores, onde a melhor forma de evitar, ou minimizar esses efeitos é tendo um controle de avaliações com a equipe multidisciplinar, controle dos resultados alcançados e anamnese esportiva.
Depois desses tópicos, foram tratados ainda assuntos como overeaching e overtraining na performance humana; bem como longevidade atlética (até que idade o corpo agüenta manter-se em rotina de treinamentos, suplementação, alimentação para competição) e longevidade absoluta (onde são considerados critérios que não levam em consideração a competitividade).
Após essa parte de Performance Humana, o Dr. Muzy traçou um paralelo sobre a utilização de ergogênicos e a sua importância na performance, demonstrando que através de substâncias como Xanina, Creatina, Ribose, Insulina poderia ser alcançada a maximização da performance esportiva.
Outro assunto em questão foi à utilização de esteróides anabolizantes, e principalmente a nova moda de expansores oleosos que infestam as academias e tira a credibilidade de do esporte musculação; onde ficou provado por A mais B que são praticas (se é que isso pode ser chamado de pratica) que não valem à pena; seja pelo o custo para desfazer a burrice, os desequilíbrios hormonais que isso promove, e até a possibilidade de intervenção cirúrgica em muitos dos casos.
E finalizando o seu workshop o Dr. Muzy relacionou aspectos muito importantes para a performance humana que são o treinamento, a base alimentar e o acompanhamento de resultados por profissionais especializados; onde deve sempre se trabalhada a função para mudar a forma; e ele disse uma frase de Claude Bernard muito interessante a respeito de performance humana que é “[...] que não sabe o que procura, não interpreta o que encontra [...]”.

10h45 – A importância da Nutrição Esportiva e Cases de Sucesso, com Professor e Dr. Rodolfo Anthero de Noronha Peres;
Mais um workshop que foi realizado, foi de uma pessoa muito simpática, humilde e gente finíssima que tive a oportunidade de ter as suas palavras aqui no Esporte Social no Bate-Papo o grande nutricionista Rodolfo Peres, o qual tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente.
Logo no começo do workshop o Prof. Rodolfo preferiu algumas palavras de ordem sobre a utilização de esteróides anabolizantes, e as frescuras bem comuns em academias quase no mesmo tom dos Manifestos Anabólicos do Prof. Waldemar Guimarães que inflamou a galera quase como se fosse uma manifestação messiânica para a volta das raízes da musculação.
Uma coisa bastante interessante foi o paralelo entre nutrição e treinamento, onde o prof. Rodolfo explicou que para a manutenção de uma dieta e de nutrição de alto nível deve ser gerada uma demanda adequada para o consumo desses recursos alimentares por parte do atleta; e explicou também que a hipertrofia muscular, em média, se dá quando há consumo de aproximadamente 20% a mais do valor calórico total e principalmente com o consumo diário de 2g/Kg corporal de proteínas, que são a base em um plano de nutrição voltado à hipertrofia muscular.
O Prof. Rodolfo fez umas tabelas de médias de consumo de calorias, para tipificações físicas distintas como no caso de indivíduos Ectomorfos e Endomorfos apresentando uma proposta de nutrição para essas classes de indivíduos, baseado sempre em estudos onde é levada em conta sempre a individualidade do plano nutricional.
Outro assunto polêmico, no qual o prof. Rodolfo abordou co bastante clareza para todos que estavam no auditório, foi à relação entre a ingestão protéica versus saúde renal; em que até pessoas sérias assinaram que uma quantidade acima de 2g/Kg corporal fosse poderia causar pedras no rim e demais complicações sem ao menos haver qualquer comprovação científica desse sofisma burro e leniente; como se as diversas drogas sintéticas, o álcool (que destrói muito mais famílias que as proteínas) não fizesse esses danos que eles tanto encobrem por causa de lobbys com emissoras de televisão, malhas publicitárias e afins.
Outro destaque do workshop foi com relação à distribuição das refeições de acordo com o fracionamento da quantidade de carboidratos, proteínas e lipídios ao longo do dia, onde essa distribuição que auxilia na síntese protéica e nutricional é feita pelo o nutricionista.
Mais um assunto que causa bastante controvérsia foi em relação ao que consumir antes e depois do treino e de maneira bem catedrática o prof. Rodolfo disse que uma refeição pré-treino é aquela que é consumida cerca de 1-2h antes do treino e é composta de alimentos com baixo índice glicêmico, pobre em gorduras e fibras, rica em proteínas, e alta absorção como no caso das proteínas em gel. Os suplementos mais comuns ao pré-treino são o NO2, Whey Protein, Malto, BCAA e Leucina. Nas refeições pós-treino as mesmas devem ser consumidas cerca de 40-60min depois do treino e são compostas de carboidratos de alto índice glicêmico, rica em proteínas e baixíssimo valor em gorduras, onde essas refeições maximizarão a insulina produzida pelo o corpo, evita a anorexia pós-esforço além de terem maior praticidade (ou alguém conseguiria comer sete batatas doces depois de um treino pesado?). Os suplementos mais indicados para essa refeição pós-treino são a Whey Protein hidrolisada, Dextrina, Malto, BCAA, Glutamina, Creatina e Vitamina C.
Um tema bastante recorrente que foi explanado foi que nas academias nesse final de ano é a questão de emagrecimento, onde o Rodolfo enalteceu mais o papel de ter-se um plano alimentar, complementado com bons suplementos alimentares como os fat-burners; e também tratou da questão bem comum ditada por revistinhas de R$ 1,99 do “corta-janta”; onde ele não recomenda esses cortes de refeições, que irão criar um déficit dietético; e que conseqüentemente com aerobiose fazem muito mal à saúde; e explicou que profissionais utilizam-se desse método somente em pré-contest para polimento de condição física e nunca como prática de rotina.
A Aerobiose em jejum deve ser somente realizada em indivíduos treinados, com baixo índice glicêmico, hidratação adequada, e pode ser utilizados nesses indivíduos como plano de alimentação BCAA para evitar o catabolismo muscular, e cafeína para estimular o corpo que se encontra em déficit de nutrientes para dar a força inicial.
E finalizando o workshop, o prof. Rodolfo abordou que no âmbito nutricional plateou pode ser combatido com uma oscilação calórica ao longo da semana, para confundir o metabolismo e evitar esse plateou de forma eficiente.

11h00 às 12h00 – Creatina: Benefícios e Segurança, com Dr. Erico Caperuto;
O professor Érico Caperuto veio ao seminário em desvendar o que havia ainda de duvida sobre a utilização de creatina no âmbito esportivo e teve bastante sucesso no que se propôs a fazer; com um ótimo humor, tiradas inteligentes, ele mostrou muito dinamismo e um grau de comunicação muito forte para tratar do assunto que gerou tanta controvérsia, particularmente no ultimo ano devido à proibição da ANVISA.
O prof. Caperuto de um jeito bem caloroso com o publico interagiu com os demais participantes, e explicou os benefícios da creatina em um contexto geral, acabando de vez com a dúvida se a creatina estava liberada ou não.
No começo do workshop ele disse o que havia feito ele escolher pela a educação física que foi o seu instinto de curiosidade embasada onde, ele fez como norte de sua carreira acadêmica a aplicação da teoria na prática.
Um dos aspectos abordados foi à manutenção do senso critico por parte de todas as pessoas que estivessem ali, com relação a não admitirem como verdade todas as coisas que chegam via mídia e afins; aspectos esses que foi quase que deixados de lado por parte da imprensa na ocasião da proibição da creatina aqui no Brasil.
Começando a explanação sobre a creatina, o prof. Érico confirmou que baseado em pesquisas em laboratório a creatina não faz mal para as funções renais como ditas na mídia, e que o que houve foram alguns estudos que levantavam essa hipótese; que posteriormente não foi confirmada; e que resultado disso, a ANVISA – que se preocupa mais com os suplementos alimentares do que à indústria da cerveja e do cigarro – proibiu a comercialização do suplemento.
O prof. Érico colocou que a creatina tem o perfil ideal para os atletas de musculação bem como atletas de ciclismo pelo o perfil dessas atividades que são explosivos, cíclicos, de alta intensidade e de curta duração; e apresentou vários esportes que podem ter benefícios de performance com a utilização da creatina.
No âmbito mais científico do tema, foi dito também que a função da creatina é aumentar a concentração no músculo levando água e nutrientes proporcionando mais e melhores condições ao estímulo do treinamento.
Foram apresentados também, alguns postulados científicos específicos para a administração de Creatina onde em se tem o tempo de duração da administração, e as fases de loading e de manutenção; onde de acordo com o Protocolo Harris (1992) na fase de loading é necessário um consumo de 20g/dia divididos de 4-5 refeições durante 1 mês, e após isso ocorre à fase de manutenção com o consumo de 5g/dia no período subseqüente. Já no Protocolo Alternativo postulado por Hultman (1996), a fase de loading é a mesma, mas na fase de manutenção a dose é na medida de 3g dia.
Um dos fatores apresentados como benefícios da Creatina foi que utilizando-se de intensificadores de absorção como exercício (utilização da Creatina durante) e de carboidratos melhora a concentração e maximiza os ganhos com esse suplemento.
E para finalizar o assunto o prof. Érico provou que não há nenhum tipo de restrição quando ao uso da Creatina, e que esses estudos que nortearam essas pesquisas que embasaram a proibição não apresentaram nenhum resultado comprovado, e que esses distúrbios foram provenientes de patologias pré-existentes; e que a Creatina é perfeita para a aplicação no esporte porque passa pela a tríade da segurança, da legalidade e da efetividade.

13h às 14h30 – Dopping: Verdades x Mitos, com Jayme Netto Prof. e Dr. em Fisioterapia e Ed. Física, ex-técnico da Seleção Brasileira de Atletismo;
Sem sobra de dúvidas, foi particularmente o workshop que eu mais aguardava, pelo o fato de estar em uma palestra a respeito de doping com o pivô de toda a confusão que acontecer às vésperas do mundial de atletismo postado aqui no Esporte Social no mês de agosto.
Logo de início o prof. Jaime Netto, concedeu umas poucas palavras de elucidação do acontecimento; onde ele sustentou o que havia dito anteriormente que o fisioterapeuta responsável propôs um plano de recuperação com a utilização dessas substâncias nos atletas e que ele foi leniente com a situação e explicitou que foi uma mistura de ambição e permissividade de sua parte. Ele assumiu o erro e assunto encerrado.
Um fato a ser dito aqui, foi que o prof. Jaime disse que do tempo em que ele esteve na Rede Atletismo, fez peneiras com mais de 16.000 jovens e nunca tinha sido tão solicitado; e que no dia em que estourou essa bomba, um batalhão de todas as redes de televisão estiveram com os seus microfones para entrevista-lo e saber o que havia acontecido.
O prof. Jaime ainda explicitou que a linha que separa o alto rendimento e o doping é muito tênue; afirmando o que o Esporte Social já havia dito há algum tempo atrás.
No começo da palestra foram mostrados diversos paralelos com a história do doping na sociedade que vem de mais de 5000 anos atrás com os chineses utilizando-se de Efedra e Ma Chang, passando pelos os árabes e a utilização do haxixe e o ginseng, indo para os corredores de 300AC que utilizavam-se de cogumelos alucinógenos para esquecer o cansaço das longas maratonas, chegando até a 2ª guerra onde os nazistas utilizavam-se da testosterona para produzir soldados mais rápidos, maiores e fortes.
Foram apresentadas as formas de detecção do doping ao longo do tempo, como o método russo que era utilizada saliva de cavalo, Frankel, cromatografia da massa que é o método utilizado hoje em dia.
Apresentaram-se dados bem interessantes na linha histórica do doping no mundo, em especial nas competições olímpicas, onde o período de 1970 ao começo dos anos 90; onde se estima que somente na olimpíada de Montreal do total de medalhas 80% foram conquistadas utilizando-se de esteróides anabolizantes.
Uma interessante linha de raciocínio foi abordada com relação ao esporte olímpico, doping e interesses geopolíticos foram bem explicados pelo o prof. Jaime; na forma em que estavam não apenas em jogo um esporte, e sim diversos interesses comerciais e ideológicos por trás dessas medalhas.
Com a criação da WADA em 1999, pela a UNESCO foram colocadas novas sanções, regras e normas para serem adotadas pelo o esporte olímpico. Desde a sua criação a WADA anualmente lança uma lista de substâncias proibidas, onde estas são colocadas nessas listas se apresentadas uma ou mais características: Aumento de desempenho, risco à saúde e violação do espírito esportivo; onde o objetivo do esporte será sempre da ética da saúde e das condições iguais por parte de todos os participantes.
O workshop foi finalizado com algumas breves explicações sobre curva de adaptação, e apresentação breve de um modelo de periodização de treinamento; onde de acordo com macrociclos se pode fazer um alto rendimento e uma boa recuperação.

14h45 às 16h45 – Técnicas Avançadas de Treinamento, com o Prof. Fernando Marques e participação dos atletas do Gold Team Probiótica, Andréa Carvalho e Samuel Vieira;
Se fosse para definir em poucas palavras o workshop do prof. Fernando Marques caberiam alguns adjetivos como divertido, sincero, ácido, didático, despojado, incisivo, e principalmente VERDADEIRO só para citar alguns poucos que me veio à mente no momento de escrever esse post.
Ao início do workshop, inspirado em uma canção do Roberto Carlos, o prof. Fernando com um carisma quase que messiânico tomou conta do público com um refrão bem cativante (“… quero que você…/ Emagreça nesse inverno…/ E que essa gordura…/ Vá pro inferno…/”) mostrou o que seria a tônica daquele workshop.
Professor Fernando Marques já de antemão, como na gíria do vale-tudo “passou o carro” em tudo o que as pessoas estão sendo bombardeadas pelas as propagandas televisivas como máquinas modernas de exercícios, esteiras mágicas, cremes que prometem redução de medidas, cintas contenção de barriga, e injeções milagrosas; descrevendo que não há nada que substitua o educador físico e a musculação em geral.
Um tema bem atual é de que muitos profissionais da educação física parafraseiam muito sobre seus artigos acadêmicos, suas notas na faculdade, mas esquecem de praticar aquilo o que eles ensinam, falando o exemplo clássico de que um educador físico NÃO PODE SER GORDO.
Entre alguns vídeos interessantes que foram apresentados pelo o prof. Fernando, estava uma matéria do globo repórter sobre Whey Protein, onde se joga fora todo o insumo que seria utilizado para a fabricação do Whey Protein. É impressionante.
O professor exemplifica diversos aspectos através da prática esportiva, onde dentro de um trabalho de musculação (sério) há quase que uma simbiose da arte, da ciência e da técnica quanto à construção de um bom físico.
Um dos mais sábios conhecimentos que tive oportunidade de adquirir nesse ano foi sobre sinergia muscular e da importância da quebra do paradigma de treinamento que muitos treinadores, amadores ou não insistem em pregar como as mitológicas frases “3 de 8 incha, e 3 de 10 pra definir”. Ainda no âmbito do treinamento, uma observação bem oportuna foi que quanto mais uma pessoa é treinada, menos treinável ela fica; exemplificando claramente o seu trabalho com a Andréa Carvalho que já era uma atleta altamente treinada, e que com essa quebra de paradigma os prof. Fernando conseguiu melhorar ainda mais o seu físico.
E finalizando o workshop, foi apresentado um paralelo inverso com relação ao treinamento de alto rendimento, e saúde; onde através de um vídeo bem interessante do Tom Platz ele faz um aviso com relação à necessidade e a cada demanda suficiente para cada pessoa através de suas necessidades, destacando a categoria Toned; onde, mesmo com um treinamento (sério) com carga e rotinas não tão elevadas, o individuo pode obter a boa forma, desde que além dos treinamentos tenha um estilo de vida muito bem consolidado com a sua dieta e a sua rotina de recuperação.

17h00 às 19h00 – Apresentação do atleta Dennis James com perguntas e respostas e mesa redonda com todos os palestrantes;
Um dos momentos mais esperados do dia foi à apresentação do Fisiculturista Dennis James, onde o mesmo na mesma redonda explicou algumas das suas rotinas pré e pós competição, peculiaridades do seu treino, nutrição e uma breve apresentação da sua rotina diária de fisiculturista profissional; que foi muito interessante para os atletas presentes.
Uma nota altamente positiva foi à tradução simultânea que a Probiótica promoveu a TODOS os que estavam presentes por meio de head-set com receptor externo, tirando o incomodo dos tradutores que ficam papagaiando enquanto o entrevistado fala como as fatídicas entrevistas do UFC.
19h15 às 20h00 – Treinamento com o atleta Dennis James
Na parte do treinamento foi bem bacana, onde James fez diversos exercícios com cargas altíssimas, mesmo em uma demonstração daquelas. Nota é que os caras mesmo aquecendo os músculos inflam de tal forma que chega ser até impressionante. E mais ainda o cara é GIGANTE mesmo.

20h00 às 22h00 – Fotos com o atleta Dennis James
E como não poderia deixar de ser aqui está a minha foto. Pessoalmente o cara é muito maior do que na televisão.

Foto com o Dennis James

O workshop de maneira bem simples teve nota 10 em todos os quesitos, e além de promover o que há de melhor seja na parte científica, na parte de boa forma/bem estar e esportiva; mostra que a Probiótica tem uma visão de futuro muito grande, e é por isso que é a marca mais consumida do Brasil, e que além de ter diversas participações de peso, esse workshop serviu também para estreitamento dos laços entre atletas, entusiastas, estudiosos, e profissionais da área de medicina, educação física, e nutrição; e de quebra ainda conheci algumas personalidades muito simpáticas desse mundo do treinamento com pesos. Nota 10.

2 Comments

  1. Jillian barbareto
    Nov 25

    Perfeito o post, um workshop de extrema felicidade, cada vez que leio mais sobre Dr Rodolpho, mais vejo um conhecimento específico brando, mas o que mais me chamou a atenção foi o tema que abordou o uso de creatina, não consigo entender a implicancia que as pessoas tem com a mesma, não digo os atletas ou treinadores, porque pra quem usa sabe que além de ser natural traz resultados surpreendentes, grande post !!
    abraço

  2. Aug 17

    Excelente material.

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