Até onde vale a vitória?

Aug 23

Em muitas das áreas da vida encontrar diversos dilemas em que na maioria das vezes o mundo adulto nos coloca como paradoxos éticos, morais, e até de liberdade de expressão para lidar-mos com diversos tipos de situações.

Dentro dessas situações, vamos falar particularmente do esporte, em especial o esporte de alto rendimento.

Há algum tempo foi postado aqui no Esporte Social um tópico sobre esportividade e competitividade (se não leu clique aqui) onde foram discutidas algumas situações oportunas; e dentro disso, e utilizando-se do Mundial de Atletismo de Berlin 2009 é proveitoso colocar duas situações peculiares a esportividade e a competitividade que é a valorização em demasia da vitória passando por aspectos primários que é a preservação a saúde e a ética.

Na manhã de hoje, na final da modalidade de salto em distância; a brasileira Maurren Maggi ficou em 7º lugar com a marca de 6,68m; e durante a transmissão ela deu uma entrevista dizendo que estava com dores crônicas no joelho direito desde o começo do ano e que isso foi fator determinante para a sua perda de rendimento; e a pergunta que fica é: Até quando atletas de alto nível não se conscientizam que dor nunca é bom e que a saúde é o principal em qualquer atividade física.

Aqui no Esporte Social, foram publicados alguns estudos sobre lesões em tenistas realizadas pelo o site Requilibrius (para ler clique aqui) e fica constatada de maneira cabal que lesões de natureza crônica antecipam o findar da carreira de qualquer esportista.

Maggi em seu último salto. No joelho direito uma banda de dispersão.

Maggi em seu último salto. No joelho direito uma banda de dispersão.

Outra observação é de como a vitória e a glória podem levar pessoas aparentemente normais a adotarem posturas grotescas durante a competição, e a beira da vitória.

A corredora espanhola Natalia Rodríguez, durante a final da prova dos 1.500, na altura dos 1200 metros ao forçar uma passagem por dentro da então líder da prova Gelete Burka; simplesmente empurrou a atleta etíope, vindo esta última a cair na pista e perder a prova que estava ganha. Falta de orientação, ganância, mau-caratismo ou até mesmo inocência; só o tempo pode provar isso; mas a lição que fica é que nem tudo gira em torno da vitória, e que o esporte limpo e com Fair Play são além de práticas sadias, são sinais de educação e caráter que todos os esportistas devem ter.

Natalia Rodriguez tentando consolar Gelete Burka

Natalia Rodriguez tentando consolar Gelete Burka

Vídeo da prova dos 1500 metros

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