Em muitas das áreas da vida encontrar diversos dilemas em que na maioria das vezes o mundo adulto nos coloca como paradoxos éticos, morais, e até de liberdade de expressão para lidar-mos com diversos tipos de situações.
Dentro dessas situações, vamos falar particularmente do esporte, em especial o esporte de alto rendimento.
Há algum tempo foi postado aqui no Esporte Social um tópico sobre esportividade e competitividade (se não leu clique aqui) onde foram discutidas algumas situações oportunas; e dentro disso, e utilizando-se do Mundial de Atletismo de Berlin 2009 é proveitoso colocar duas situações peculiares a esportividade e a competitividade que é a valorização em demasia da vitória passando por aspectos primários que é a preservação a saúde e a ética.
Na manhã de hoje, na final da modalidade de salto em distância; a brasileira Maurren Maggi ficou em 7º lugar com a marca de 6,68m; e durante a transmissão ela deu uma entrevista dizendo que estava com dores crônicas no joelho direito desde o começo do ano e que isso foi fator determinante para a sua perda de rendimento; e a pergunta que fica é: Até quando atletas de alto nível não se conscientizam que dor nunca é bom e que a saúde é o principal em qualquer atividade física.
Aqui no Esporte Social, foram publicados alguns estudos sobre lesões em tenistas realizadas pelo o site Requilibrius (para ler clique aqui) e fica constatada de maneira cabal que lesões de natureza crônica antecipam o findar da carreira de qualquer esportista.

Maggi em seu último salto. No joelho direito uma banda de dispersão.
Outra observação é de como a vitória e a glória podem levar pessoas aparentemente normais a adotarem posturas grotescas durante a competição, e a beira da vitória.
A corredora espanhola Natalia Rodríguez, durante a final da prova dos 1.500, na altura dos 1200 metros ao forçar uma passagem por dentro da então líder da prova Gelete Burka; simplesmente empurrou a atleta etíope, vindo esta última a cair na pista e perder a prova que estava ganha. Falta de orientação, ganância, mau-caratismo ou até mesmo inocência; só o tempo pode provar isso; mas a lição que fica é que nem tudo gira em torno da vitória, e que o esporte limpo e com Fair Play são além de práticas sadias, são sinais de educação e caráter que todos os esportistas devem ter.

Natalia Rodriguez tentando consolar Gelete Burka
Vídeo da prova dos 1500 metros







