O Papel do treinador amador no esporte

Aug 22

O que os seguintes tenistas como Martina Navrátilová (59 títulos GS entre duplas, simples e duplas mistas), Steffi Graf (22 Grand Slam e 3 medalhas olímpicas), Pete Sampras (14 Grand Slam), Serena Williams (11 GS e 2 medalhas de ouro olímpicas), Venus Williams (8 GS e 1 medalha de ouro olímpicas), John McEnroe (7 Grand Slam), Rafael Nadal (6 Grand Slam e Medalhista Olímpico), Martina Hingis (5 Grand Slam), Andy Murray (Tenista atual Nr 2 do Mundo), Maria Sharapova (Ex-Número 1 do tênis e campeã de Wimbledon), Elena Dementieva (Top 5 WTA), e Jelena Dokić (Top 20 WTA) tem incomum?

A resposta pode parecer surpreendente e assustadora para os mais entusiastas e catequistas de que os técnicos devem ter curso superior em Educação Física e diversas especializações para serem técnicos de tênis e outras atividades esportivas; porque esses atletas foram iniciados por TREINADORES AMADORES e na maioria das vezes por parentes muito próximos como os PRÓPRIOS PAIS. Nick Bolletieri, por exemplo, é um dos maiores treinadores de todos os tempos, e é um entusiasta do tênis que é formado em Filosofia.

Quantas vezes assistimos a aqueles filmes onde há um time amador, geralmente de crianças ou adolescentes; em que os pais são os técnicos do time? Pois bem, em muitos países, em especial nos Estados Unidos; os pais desempenham papéis de treinadores de equipes infantis, onde mesmos sem um background técnico obtido em uma universidade, esses pais, porém, conseguem trabalhar nesse tipo de público através de uma Expertise onde, com a explosão de fenômenos, por exemplo, como das Soccer Moms, quando esses atletas chegam a categoria juvenil, ou pré-profissionalização, eles são remetidos a técnicos profissionais para lapidação, correção técnica, formação tática, estratégica, e eliminação de vícios; o que é uma transição muito sadia do Esporte Social (Baixo Nível) ao Esporte de Alto Rendimento (Alto Nível, ou Profissional).

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Nick Bolettieri e a tenista profissional Anna Kournikova ainda criança.

No Brasil, poucos são aqueles que adotam esse modelo de treinamento, seja por fatores culturais; ou seja, por um fator de discriminação gerado pela a comunidade acadêmica e ‘científica’ em que qualquer prática desportiva, em seu desenvolvimento técnico deve, obrigatoriamente, ser inicializada por profissionais de setores específicos. Parte deste pré-conceito em que o esporte amador é de baixíssima qualidade e que não faz observâncias a respeito de teoremas de faculdades (que é um mito totalmente derrubado pelos os exemplos anteriores) é pela a pulverização do mercado esportivo, e pela colocação e qualificação profissional em massa promovidas por muitas instituições de ensino, e até mesmo por profissionais temerosos por adquirir novos conhecimentos e difundi-los alegando risco de perderem os seus empregos utilizando-se da “SONEGAÇÃO DE INFORMAÇÕES”.

Esse post não é um culto ao amador, ou até mesmo um estímulo para fuga dos estudos acadêmicos; onde estes têm o papel social muito importante para o desenvolvimento de novas tecnologias, técnicas e práticas do esporte em geral, mas sim um incentivo no qual os treinadores amadores devem tomar motivação através dos estudos empíricos e acadêmicos, para FORMAÇÃO E DESCOBERTA DE NOVOS TALENTOS (papel fundamental para descoberta de talentos e de formação de base para o esporte de alto rendimento); para posteriormente encaminhá-los para uma formação mais específica já com treinadores profissionais. Através de expertise e de força de vontade juntamente com estudos, o treinador amador tem muito a contribuir com a fase mais importante do atleta que é a sua descoberta e aprendizado do esporte. Bons treinos.

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