A partir de hoje, o Esporte Social vai trazer uma série de pequenas dicas instrucionais para o desenvolvimento da velocidade, seja para incrementar a velocidade funcional para os diversos esportes, para treinos de fundo, ou para treinos para velocistas.
A velocidade em muitas atividades esportivas é quase que um fator determinante para a derrota e a vitória, e ao contrário do que se pensa do paradigma do pensamento em que cada um tem a sua velocidade, o Esporte Social vai mostrar que com pequenos instrucionais pode-se de fato desenvolver essa velocidade.
“La cualidad de la velocidad no existe, sino que es un conjunto de diferentes cualidades físicas” (Tabaknik)
Segundo a metodologia de Tabaknik, vemos que a velocidade não é um predicado isolado e sim um conjunto de determinadas capacidades que em sinergia formam a velocidade. Mas primeiro vamos ver o que é o conceito de velocidade.
Gómez afirma que a velocidade no deslocamento separa-se em estágios que são Reação, Aceleração, Manutenção da velocidade, e Desaceleração (Resistência); mas vejamos o que cada um desses fatores tem haver com o esporte de uma maneira funcional partindo da premissa da multidisciplinaridade.
REAÇÃO: É o impulso imediato a um estímulo, e o tempo de resposta até que o corpo assimile essa informação para iniciar o deslocamento do corpo. Um forte exemplo disso é se observarmos os velocistas e seu tempo de reação quando do tiro de partida.
ACELERAÇÃO: É mensurada e desenvolvida a partir da velocidade empregada sobre o espaço percorrido. Remete muito às aulas de física? Não faz mal. É mais ou menos como se em um determinado tempo, o atleta obtivesse uma determinada velocidade, ou seja, a variação com que o atleta faz com que a relação velocidade/tempo seja a menor possível, empregando o máximo de velocidade possível, para percorrer um dado espaço de tempo.
MANUTENÇÃO DA VELOCIDADE: A manutenção da velocidade é obtida com dois elementos bem peculiares que possuem uma variação muito grande para cada indivíduo que é o comprimento da passada, e a freqüência da passada. Literaturas mais rústicas dizem que quanto o maior número de passadas melhor pelo o fato que a flutuação no ar durante as passadas mais largas causa o efeito de resistência ao corredor, implicando em um maior esforço para minimizar essa resistência.
Desaceleração (Resistência): É uma parte importante na forma em que se visualizar-mos a desacerelação muito brusca, podemos colocar o corpo em ‘ponto morto’ antes da hora. Atletas velocistas, por exemplo, para superar a síndrome do ponto-morto, fazem em treinos regulares tiros de 120 metros justamente para que a visualização seja feita de forma tardia, e assim ‘enganando’ o corpo. A desaceleração deve ser feita sempre de maneira PROGRESSIVA, pelo o simples fato que ao realizar uma desaceleração muito brusca colocamos um sobrepeso muito grande sobre as articulações dos joelhos, tornozelos, e principalmente na coluna.
Para encerrar esse post um vídeo do grande Michael Johnson nas Olimpíadas de Atlanta em 1996, ocasião que, bateu o recorde olímpico dos 400 metros livres.
No começo do vídeo é bem visível a concentração e o foco de Michael, onde sequer ele olha para os lados quando já está instalado em sua marca. Durante a corrida, particularmente antes dos primeiros 200 metros, ele faz um trabalho muito bom de braços, onde Johnson emprega menos força do que seus adversários. Após os 300 metros é que Johnson começa a empregar mais velocidade para conseguir o sprint (arrancada) final rumo a linha de chegada, nota-se claramente uma diminuição da freqüência de suas passadas, mas em compensação um aumento em seu comprimento total. É um ótimo vídeo para exemplificar o desenvolvimento da velocidade.







