Esportividade x Competitividade

Jun 11

Em algumas das atividades esportivas há sempre uma disputa entre dois ou mais membros para vencer determinada disputa, salvo algumas práticas esportivas como Jogging, Musculação, entre outros; as demais atividades desportivas envolvem disputa.

Alguns esportes necessariamente não precisam de vencedores ou vencidos como o futebol, futsal; práticas essas que pode haver o empate. Já outros esportes como o basquete, vôlei, tênis, entre outros obrigatoriamente precisam de um vencedor e um vencido, e é nesse cenário onde entra – ou saí – dois aspectos da vivência esportiva que é a esportividade e a competitividade. Mas até em que ponto uma pode atrapalhar a outra? E mais, onde se separa o limite da esportividade e a competitividade excessiva a ponto de despertar os piores tipos de sentimentos que existem nas mais diversas práticas esportivas. Porém, antes de tudo veremos um pouco sobre cada um desses conceitos.

A Competitividade no seu sentido etmológico significa a disputa e competências, ou seja, uma rivalidade entre competências distintas, onde uma pode sobrepujar a outra. A esportividade é o ato de disputa de forma lúdica, uma rivalidade recreativa onde a atividade do desporto é mais importante que a vitória em si.

Esse confronto começou a pesar para o lado da competitividade em um dado momento em que as atividades esportivas começaram a virar negócios envolvendo bons montantes pecuniários e a grande mídia começou a vender a ideia em que se você não é um vencedor no esporte está fadado a ser um perdedor na vida. Diversas atrações midiáticas sejam comerciais de televisão, jornais, revistas e novelas vendem essa ideia; ou porque raios a Gillette iria vincular a sua marca arrojada com mega astros do esporte como Tiger Woods, Thierry Henry, Kaká e Roger Federer?

O fato é que a competitividade em um nível moderado auxilia a evolução dos atletas e consequentemente da prática desportiva, uma vez em que o sentimento de derrota em um primeiro momento pode ser um fator intrínseco para uma volta por cima. Entretanto, a competitividade dependendo o nível dos atletas envolvidos pode passar dos limites despertando o que mais de nocivo existe para a atividade esportiva que é a falta de lealdade, e tomada de atitudes antidesportivas. A falta de lealdade pode ser desde concorrer para que haja prejuízo físico ao adversário, até mesmo não usando um exemplo tão extremo os famosos ”garfadores”; que sempre criam problemas para reconhecer algum tipo de infração cometida. Já as atitudes anti desportivas vão desde desestabilização psicológica dos adversários, tão praticada pelo o Arnold Schwarzenegger no filme “Pimp Iron”, atrasos propositais, ou a famosa catimba tão utilizada em diversos esportes como o futebol nos tiros de meta, até ao tênis com os sacadores levando horas para realizar o serviço.

O mais importante da atividade esportiva social, é manter sempre a esportividade e não levar a fundo a competitividade, pois, ao contrário do que mídia vende nos mais diversos meios de comunicação em massa, nem sempre ser vencido no esporte significa que a pessoa será vencida na vida. Competitividade moderada, esportividade alta…. E viva a ludicidade!

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