Esse é um assunto muito relevante quando falamos de esporte de alto rendimento x esporte social; onde fica sempre o mesmo debate: Estudos antes do trabalho, ou trabalho antes dos estudos?
Em um documentário que retrata os dois extremos dessa questão, com a opinião de empresários, comentaristas esportivos, jornalistas, e demais profissionais do futebol é possível fazer uma profunda reflexão sobre esse assunto tão atual.
Em troca de um futuro incerto onde o candidato a jogador imagina que haverá carros, dinheiro, glamour, mulheres e fama, muitos garotos dedicam-se para serem jogadores de futebol, e para isso em uma grande parte dos casos, ceifam a vida escolar e até mesmo abdicam o pensamento de um dia possam estar fazendo algo que não seja jogar futebol, e assim apostam todas as suas fichas em busca de um sonho, que em sua grande parte termina sem o status e dinheiro, e joga pessoas ao ostracismo e na condição de arrependimento por não terem se dedicado ao que realmente era importante. Isso deve-se também ao massivo apelo midiático de modelo de ascensão social leva a esses garotos a terem que deixar para trás estudos, vida profissional, aperfeiçoamento intelectual em busca do objetivo de serem jogadores de futebol.
Ser jogador de futebol no Brasil é atingir o supra-sumo da remuneração pelo o talento praticado dentro do campo, e a esperança de muitas famílias está na esperança em que seus filhos devem ser jogadores de futebol para prover o sustento da casa, e assim, cria-se a cultura na qual o estudo pode esperar. A revista veja retratou em duas edições este ano o problema de como a falta de estrutura familiar pode afetar o futuro atleta e a capa desta edição foi uma foto do jogador Robinho que foi acusado de estrupo naquela oportunidade, e a outra é relatando como funciona a indústria de novos craques no futebol que cresce cada dia mais no mundo dos negócios da bola.
O assunto é vasto, e esta dentro de uma caixa de Pandora, mas fica o questionamento de que até onde vale à pena abdicar-se de vida social, estudos, e aprimoramento pessoal e intelectual para arriscar-se em um mercado que não valoriza a méritocracia e sim a atendimento de interesses, estes últimos muitas vezes obscuros e corruptíveis?
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