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Ao longo do desenvolvimento desse Site, muito foi-se falado a respeito do esporte como fator de sociabilização, e de principal contribuínte para que o país alcançe a verdadeira inclusão social.

Dentro desse meio tempo, começei a enxergar o esporte de alto nível no Brasil que é endossado por grandes empresas estatais como o Banco do Brasil, Caixa, e Correios (para ficar em exemplos simples) com uma certa ressalva, haja vista que inúmeras federações esportivas reclamam quase que em tom misericordioso por ajuda financeira para simplesmente ‘incluir-se’ na fatia do bolo.

Como muitos sabe no Brasil há a lei de incentivo ao esporte chamada de Lei Agnelo-Piva que repassa uma determinada parte da verba bruta de loterias estatais para as federações em critério de representatividade.

Vejamos abaixo extratos do texto da Lei nr 10.264 de 16 de julho de 2001 (O texto na íntegra pode ser lido aqui)

“Art. 56. ……………………………………………………………………………………..

VI – dois por cento da arrecadação bruta dos concursos de prognósticos e loterias federais e similares cuja realização estiver sujeita a autorização federal, deduzindo-se este valor do montante destinado aos prêmios. (Grifo meu)

………………………………………….” (NR)

Art. 2o O art. 56 da Lei no 9.615, de 1998, passa a vigorar acrescido dos seguintes §§ 1o a 5o:

“Art. 56. ………………………………………….

………………………………………….

§ 1o Do total de recursos financeiros resultantes do percentual de que trata o inciso VI do caput, oitenta e cinco por cento serão destinados ao Comitê Olímpico Brasileiro e quinze por cento ao Comitê Paraolímpico Brasileiro, devendo ser observado, em ambos os casos, o conjunto de normas aplicáveis à celebração de convênios pela União. (Grifo meu)

Ou seja, a contar do momento em que há concessão estatal de loteria  para uma determinada empresa (Monopólio Estratégico Estatal), esta intermedia e organiza eventos  arrendados em apostas em dinheiro, logo, há sim um dever de cobrança para a destinação destes recursos, pois, nem eu, nem nínguém pode equivaler-se de utilizar a loteria para benefícios empresariais sem o aval do governo (a não ser na clara contravenção que é o Jogo do Bicho).

Pórem, estes recursos em sua ampla maioria são destinados com fins obscuricistas, e que atendem mais interesses do que direitos (logo mais postarei no Retórica Elíptica algo a respeito desse problema social) propriamente ditos, e é aí que o problema toma uma dimensão muito grande, na forma em que se você ajuda sem um determinado critério, automáticamente você está prejudicando outrem, e neste caso, esta deixando-se de repassar ao Esporte Social (que abrange um número muito maior de pessoas, a sua ampla maioria pagadores de impostos) para fazer esse repasse a preço de ouro para o esporte de alto-rendimento.

Não tenho nada contra o esporte de alto-rendimento, até porque muitas das minhas alegrias silenciosas como bom esportistas vieram dessa abordagem esportiva, mas penso que até quanto vale deixar o nosso esporte de base que tira crianças das ruas, faz a ligação social de diversas comunidades, e que principalmente celebra a saúde em tempos de McDonalds e os demais bombardeios das indústrias do medo (remédios psicotrópicos, anti-depressivos, junk food) ?

E dentro dessas perguntas encontrei algumas respostas nessa série-documentário da ESPN Brasil , onde aborda os diferentes pontos de vista, e mostra um retrato verdadeiro das verdadeiras intenções no caso de uma candidatura olímpica no nosso páis.

Será mesmo necessária uma Olímpiada no nosso país cheio de mazelas sociais, criminalidade, corrupção generalizada e ausência de uma cultura educacional e social que privilegie o cidadão ?

Há casos interessantes para a formação de uma opinião como a construção do engenhão, hoje considerado pelos os moradores como imenso ‘elefante branco’, briga de confederações e atletas como no caso do nadador César Cielo, e o triste relato do Presidente da Confederação Brasileira de Badminton.

Enfim, é um relato que sem sombra de dúvidas balança até o maior dos argumentadores de ambos os lados, masque em seu final não deixa perguntas no ar e define para ambos os lados da discussão um ponto de vista forte para o embasamento da opinião do telespectador.

Parte 1 –

Parte 2-

Parte 3-

Parte 4-

Parte 5-

Parte 6-

Parte 7-

Parte 8-

Parte 9-  

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