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Aproveitando uma discussão iniciada pelo  Zé Gatão, levanto aqui uma questão sobre o paradoxo dos diversos estilos de vida que nos chegam através de um bombardeio incessante da grande mídia dos hábitos de vida que nos são apresentados como “corretos”.

Os mais diversos meios de comunicação induzem a população a adotar diversos padrões de comportamentos para “aparentar” uma situação de ser bem sucedido perante uma comunidade (mesmo que isso não tenha relação nenhuma com a méritocracia), e a mesma que faz parte de uma sociedade, explorando com o objeto do marketing nossas necessidades através de recursos sejam eles de persuasão, ou psicanalíticos; para sermos reféns do consumo e da inanição.

O esporte entra nessa discussão onde, por uma falta de cultura adequada do povo em geral, muitos cidadãos, simplesmente esquecem de ater a importância de cuidar da saúde mediante a prática de esportes; pois estes, além de serem excelentes meios de recreação e sociabilização, auxiliam de maneira satisfatória a manutenção da boa saúde.

A foto acima evidencia como é a diferença em relação à atitude (individual) de manutenção dessa saúde. À esquerda o participante Norberto, do Big Brother Brasil 9, e a direita o ator Sylvester Stallone. A linha paradoxal é a idade dos supracitados. Enquanto o ator americano tem 62 anos; o participante do reality show brasileiro tem incríveis 63 anos.

A diferença de shape entre os dois chega a ser até assustadora para os mais leigos, porém, só é o retrato da negligência da saúde tão comum na cultura do nosso país; onde os nossos idosos não buscam a qualidade de vida ideal, e sim, são personagens que encarnam a figura dos coitadinhos que somente fazem crochê, ou mesmo se acabam em mesas de dominó ou bingos esperando a derradeira morte bater a porta.

Hoje em dia a discussão sobre o papel do esporte como meio de vida está deixando de ser passatempo e recreação, e, em alguns casos já é questão de saúde pública e necessidade. A grande questão é: Será que o ambiente influência totalmente a satisfação introspectiva (que gera a famosa procrastinação com a saúde e o comodismo) que prejudica o desenvolvimento social, psicológico e físico do agente; ou é a falta da busca externa (fora do ambiente onde o agente está inserido) de alternativas de estilos de vida, e de força de vontade continua sendo a força motriz para inibir uma mudança de hábito e manutenção da própria saúde?

 

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