A muito vem se comentando em diversos meios de comunicação sobre a importância do treinamento específico em determinadas atividades, mais especificadamente a musculação e as provas de atletismo clássico. Acho que muito do que foi escrito em diversas publicações são de real importância para atletas quanto para treinadores para fins de agregação de conhecimento e especialização, ,mas o que a grande parte das mais diversas publicações não apresenta, é que por trás das fundamentações corporativistas (que chegam ser até sindicalizadas) e protecionistas de diversos profissionais em Educação Física e consequentemente registrados no Conselho Regional de Educação Física (CREA) é que há uma latente necessidade de especialização para o treinamento específico para as mais diversas modalidades, e mais que isso; há uma necessidade maior ainda de aprimoramento acadêmico na mentalidade desses profissionais (sem todos) presunçosos, acham que um diploma e um registro são o supra-sumo do conhecimento no que diz respeito a avaliação, e treinamento de atletas para as mais diversas faculdades do exercício.
Digo isso, pois, não enxergamos (e encontramos) hoje o profissional do exercício aplicado em uma ou mais modalidades; o que encontramos é um profissional com um amplo conhecimento em diversas áreas, mas com limitações técnicas que chegam ser até primárias em outros aspectos de grande importância. É como um grande amigo (Murilão) me respondeu quando o perguntei sobre a formação do cadete em sua época quando saiu da Academia Militar das Agulhas Negras: ” – É um oceano de conhecimento, mas com a profundidade de uma gilete deitada de lado!”
Sobre o profissional de Educação Física ter bastante conhecimento e domínio em diversas áreas do seu ramo de atuação é até cabivel, entretanto, o que não pode acontecer ( e que vem acontecendo) é o emburrecimento voluntário, ou como prefiro chamar de a inanição intelectual desses profissionais em não desenvolverem perquisas, tecnologias, trabalhos acadêmicos relevantes ou mesmo métodos novos para os mais diversos aspectos da educaçaõ física. Antigamente pensei que isso limitava o futuro candidato a bacharel a uma área de atuação (pois, esta cabalmente selaria o seu destino profissional); porém, após uma série de reflexões constatei que estes profissionais com a crescente competitividade profissional contrairam uma fobia merdado, é a mercadofobia; e com isso as maiores vítimas somos nós; consumidores do produto corpo que somos entorpecidos por teorias enlatadas de revista de comportamento que são entoadas por um grande côntigente de profissionais de Educação Física.
Para ser enfático e sucinto vou citar um exemplo: Se algum dia eu estiver com dores no joelho e passar junto ao ortopedista; pra que diabos vou querer saber se ele “conhece” de oftalmologia caso eu tenha um cisco no olho. Eu to com dores no joelho oras! E o que ele REALMENTE precisa saber para me ajudar é ter cursado algum tipo de especialização em ortopedia. Puro e simples o raciocínio.
É preciso abrir os olhos para perceber quando esses “profissionais” que “tudo sabem” vão nos passar informações realmente úteis ou pura teoria “enche-linguiça” que está muito difundida nas diversas academias, clubes, e centros acadêmicos do nosso país.
Treino específico só com especialista; até porque ainda não conheci nenhum “clinico-geral” na Educação Física.
Abraços.
Flávio Clesio.